30 January 2009

Educação Física

Estou em retiro e processo meditativo numa casa no bairro do Murubira, a 100 metros da praia, na Ilha de Mosqueiro, na Baía do Marajó, um dos braços da foz do Rio Amazonas. Toda vez que clico enter no meu computador para interagir com sites da Internet – que acesso por um modem TIM-WEB - a demora me lembra as pirâmides do Egito: séculos e séculos de muito mistério.

Aí, então, aproveito para ler e/ou escrever alguma coisa. No caso presente, examino apostila do primeiro semestre de Educação Física que meu filho, o grande Hugo “Taichi” Rabelo, tetra campeão paraense de patinação aggressive in line, deixou perto do computador. Trata-se, na verdade, de uma cópia, tipo Xerox, do capítulo 4º do livro:

Sentir, pensar, agir – Corporeidade e educação
Maria Augusta Salim Gonçalves
– Campinas, SP:
Papirus, 1994 – (Coleção corpo e motricidade)

Logo de início a autora diz, falando na terceira pessoa, que será feita reflexão sobre a Educação Física utilizando idéias filosóficas já explicitadas no capítulo anterior. Ao mesmo tempo apontará, diz,  finalidades e objetivos da Educação Física e fará, também, radicalização reflexiva sobre os comprometimentos da Educação Física (EF) com o homem, a Educação em geral e a sociedade.

Logo de saída creio que é importante ver que a autora usa linguagem figurada quando fala sobre comprometimento da EF com o homem a Educação e a sociedade. Digo isto porque a EF não tem comprometimento algum com ninguém. Ela é uma criação do homem e é ele que se compromete de alguma maneira com suas criações.

Continuando com a autora, diz ela que irá refletir sobre valores e fins de uma educação transformadora que são fundamentais tanto para nortear a prática educativa quanto para dar base ao estabelecimento de objetivos da Educação.

A Educação Física, diz ela, é fundamentalmente educação e como tal enfoca o homem como unidade em relacionamento dialético com a realidade.

Bem, aqui é necessário fazer dar uma espiada no que significa relação dialética. A autora não explica, então, vou assumir o que estiver na Wikipédia, vejamos: "...Engels junto com Karl Marx sempre defenderam o caráter materialista da dialética. Ele resumiu a dialética em três leis. A primeira lei é sobre a passagem da quantidade à qualidade, mas que varia no ritmo/período. A segunda é a lei da interpenetração dos contrários, ou seja, a idéia de que tudo tem a ver com tudo, que os lados que se opõem, são na verdade uma unidade, na qual um dos lados prevalece. A terceira lei é a da negação, na qual a negação e a afirmação são superadas. Porém, essas leis devem ser usadas com precaução, pois a dialética não se deixa reduzir a três leis apenas. ..." [1]
A coisa complicou mais do que clareou.

Bem, hoje é 31.12.11, passaram-se praticamente três anos desde que deixei pendente de conclusão o texto acima.  E assim ficará por enquanto.



[1] fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dial%C3%A9tica
Wikipédia a Enciclopédia Livre, consultada às 18h08 do dia 06.02.09.