Cleide, Margarete, Dulce, Pepa e Jacira praticando Tai Chi Chuan & Chi Kung na Praça do Carmo, Bairro Cidade Velha, em Belém - PA
Enquanto o pessoal da Praça do Carmo dá continuidade à prática do Tai Chi Chuan sob cuidados do Pepa (foto acima) no Bairro Cidade Velha, eu, Fernando Rabelo, ex-instrutor de lá, permaneço em retiro e meditação na Ilha do Mosqueiro, onde pratico Tai Chi Chuan & Chi Kung, entre seis e sete horas da manhã, sozinho na praia.
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Fernando Rabelo praticando Tai Chi Chuan na Praia do MurubiraLadeando a praia, acerca de vinte metros de mim, há uma rua, daquelas chamadas avenida beira mar. O mar, no caso, é a Baia do Guajará que tem águas da foz de vários rios, o Amazonas entre eles. Por aquela rua, naquele horário, passam veículos urbanos, a maioria de transporte coletivo, desde os de dez passageiros até aqueles onde cabem quarenta pessoas sentadas e quarenta em pé.
Vez por outra algum ocupante daqueles veículos grita algo que acredito seja dirigido a mim, pois naquelas horas, quase sempre, sou o único ser humano na praia. Concentrado na minha atividade, e já meio surdo, no começo não entendia direito o que aquelas pessoas gritavam. Estudante de arte milenar chinesa, tratei de encarar como elogio. Fiquei em dúvida, porém, no dia em que me pareceu terem gritado “boioooola”. Tai Chi Chuan & Chi Kung são práticas delicadas, suaves, mas não se deve exagerar. Passei a atentar melhor àqueles berros, para ver se entendia direito o que pretendiam dizer.
E assim fui colecionando berros. Um, por exemplo, disse algo do tipo “vem cá, lutar de verdade”. Outro, um jovem passeando de bicicleta disse a uma jovem noutra bicicleta: “ - está fazendo reverência ao sol”. Muitos, bem defendidos dentro dos veículos, dão gritinhos “iiiiááááááá!”, daqueles que aparecem nos filmes do Bruce Lee. Até de um carro de polícia ouvi um desses outro dia. Mais recentemente, de um caminhãozinho baú saiu um “DOOOOIIIDO!”.
Ahhh! Pensei, é isso aí, estou no caminho certo!
Vez por outra algum ocupante daqueles veículos grita algo que acredito seja dirigido a mim, pois naquelas horas, quase sempre, sou o único ser humano na praia. Concentrado na minha atividade, e já meio surdo, no começo não entendia direito o que aquelas pessoas gritavam. Estudante de arte milenar chinesa, tratei de encarar como elogio. Fiquei em dúvida, porém, no dia em que me pareceu terem gritado “boioooola”. Tai Chi Chuan & Chi Kung são práticas delicadas, suaves, mas não se deve exagerar. Passei a atentar melhor àqueles berros, para ver se entendia direito o que pretendiam dizer.
E assim fui colecionando berros. Um, por exemplo, disse algo do tipo “vem cá, lutar de verdade”. Outro, um jovem passeando de bicicleta disse a uma jovem noutra bicicleta: “ - está fazendo reverência ao sol”. Muitos, bem defendidos dentro dos veículos, dão gritinhos “iiiiááááááá!”, daqueles que aparecem nos filmes do Bruce Lee. Até de um carro de polícia ouvi um desses outro dia. Mais recentemente, de um caminhãozinho baú saiu um “DOOOOIIIDO!”.
Ahhh! Pensei, é isso aí, estou no caminho certo!


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