06 June 2021

Mundo dos cães

Eu ia intitular este artigo como "Mundo cão" mas na hora "h" mudei para o que aí está, sugerindo leve crítica a alguns dos donos do mundo, os cães humanos. Cão no sentido de cachorro mesmo - claro que nada relacionado ao bichinho -, mas sim no sentido de canalha. Vejam só. 







Pago valores iguais a 4 (quatro) meses de meu salário líquido ao Estado. Três como Imposto de Renda e um como contribuição de aposentado. Esse dinheiro e o dos outros brasileiros, cuja soma chega ao trilhão, deveria ser, naturalmente, aplicado em ações governamentais, aqui incluídas as relacionadas a segurança pública. Entendo que eu e minha família somos parte desse público a que tal segurança se destina. Não vou aqui, por enquanto, adentrar na questão de que o nível da segurança pública está relacionado diretamente aos investimentos do Estado na educação, da fundamental à gerontorial. Não, por agora não. 














 Pois bem, por falta de segurança pública, fui assaltado. E lá se foram minha bolsas, trocados, telefones e documentos. Note bem. Eu já havia pago impostos e taxas - diretos e indiretos - para possuir aqueles bens. Esses impostos também deveriam ter sido canalizados, entre outras, para segurança pública do coletivo, aqui incluído eu. Então, o Estado não cumpriu sua parte no negócio, pois deixou de prover segurança pública. Não tive alternativa outra que não fosse, prioritariamente, tirar segunda via de cada um daqueles documentos. Afinal, nada se faz sem o aval da lei e a lei - e o Estado - mandam que tenhamos aqueles documentos. Aí, surpresa!!!! 















O mesmo Estado que deixou de prover a segurança do público, cobrou para emitir algumas das segundas vias dos documentos cujos originais se foram, e se foram justamente porque ele, Estado, deixou de cumprir suas obrigações mínimas. Isso para falar pouco do vai-e-vem burocrático, variável de repartição estatal para outra. 

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Então, meus amiguinhos e minhas amiguinhas, o sentimento que me ronda é o de que estamos entregues aos cães, não àqueles cachorrinhos, mas aos canalhas. Estamos nas mãos deles, dos que nos cobram para fazer o que devem, mas não fazem, e depois nos cobram pelas conseqüência de eles não terem feito o que deveriam. Pode isso?

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