Minha vida inteira pensei em escrever um livro ou mais de um se fosse necessário ou possível. Mas o tempo foi passando, passando, e o impensável aconteceu: livros escritos em papel estão se tornando obsoletos. Conheço dois estudantes de curso superior, um que o tem completo e outro que termina ano que vem, que não montaram suas próprias bibliotecas. Como eles ainda pegaram esta fase de transição, a da agonia do livro em papel, tiveram de dar uma visitada ou outra à biblioteca e compraram dois ou três livros.
E também conheço pessoas que escreveram livros e os volumes ficaram entulhando a casa dos escritores, quase não tiveram saída. Parece que isso é meio comum, e muitas pessoas que levaram a cabo a empreitada ficaram com os livros encalhados.
Por isso arranjei mais uma justificativa para não escrever um livro. Sendo autor desconhecido e provavelmente medíocre, o livro que eu viesse a escrever certamente ficaria encalhado em casa. Então não escrevo o tal livro, porque não quero nada encalhado em casa a não ser eu mesmo.
Todavia, algumas pessoas sentem necessidade de escrever. Umas o tempo todo, outras vez por outra. Encaixo-me no segundo grupo. De vez em quando preciso escrever, discorrer sobre algum tema. Felizmente, tenho discernimento bastante ainda para não gastar dinheirinho imprimindo meus saberes. Ninguém está interessado neles.
E não pense que essa consciência é desprovida de objetividade. Pelo contrário é bem objetiva e se baseia na repercussão dos meus blogs. Ora, se ninguém liga para meus textos no blog, interessaria menos ainda na forma em papel. Essa é a pura verdade. E assim o projeto do livro vai ficando para depois.
06 December 2011
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